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  • Redação

Ex-petista conecta Lula e Zé Dirceu à morte de Celso Daniel e detalhes chocam


No dia 18 de janeiro de 2002, Celso Daniel, então prefeito de Santo André, saía de uma churrascaria na região dos Jardins, bairro nobre de São Paulo, quando o carro – Mitsubishi Pajero – em que estava acompanhado do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, foi cercado por três outros veículos – um Trempa, um Santana e uma Blazer – em rua do Sacomã.


Os bandidos armados então abriram a porta do carro, arrancaram o prefeito de lá e o levaram embora. Sérgio Gomes da Silva ficou no local e nada aconteceu com ele. Na manhã de 20 de janeiro de 2002, domingo, o corpo do prefeito Celso Daniel, com onze tiros, foi encontrado na Estrada das Cachoeiras, no Bairro do Carmo, na altura do quilômetro 328 da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Juquitiba.


No dia 1º de abril de 2002, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Celso Daniel, mas até hoje muitas informações permanecem envoltas em mistério. À época, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu seis pessoas de uma quadrilha da favela Pantanal, da Zona Sul de São Paulo, acusadas de terem cometido o crime.


Segundo os criminosos, eles pretendiam sequestrar um comerciante, mas o perderam de vista. Os integrantes da quadrilha seriam: Rodolfo Rodrigo de Souza Oliveira (“Bozinho”), José Édson da Silva (“Édson”), Itamar Messias Silva dos Santos (“Itamar”), Marcos Roberto Bispo dos Santos (“Marquinhos”) e Elcyd Oliveira Brito (“John”).


O líder da quadrilha seria Ivan Rodrigues da Silva, também conhecido como "Monstro". O local do cativeiro foi escolhido por Édson, que alugou um sítio em Juquitiba para isso. Dois carros foram roubados para o sequestro: uma Chevrolet Blazer e um Volkswagen Santana. A quadrilha se reuniu no dia 17 de janeiro de 2002 e definiu que o sequestro ocorreria no dia seguinte.


Segundo essa versão, os criminosos souberam pelos jornais que o homem que sequestraram era o prefeito de Santo André. Monstro, o chefe da quadrilha, teria ordenado a Lalo que Celso Daniel fosse dispensado. Lalo entendeu que deveria erroneamente, segundo essa versão, que deveria mata-lo e contratou um menor para isso.


Até aí, o crime estaria resolvido. O que coloca em dúvida o desfecho do caso são as mortes misteriosas ligadas ao sequestro e assassinato.


Dionísio Aquino Severo – sequestrador de Celso Daniel e uma das principais testemunhas no caso. Uma facção rival o matou três meses após o crime.


Sérgio ‘Orelha’ – escondeu Dionísio em casa após o sequestro. Fuzilado em novembro de 2002.


Otávio Mercier – investigador da Polícia Civil. Telefonou para Dionísio na véspera da morte de Daniel. Morto a tiros em sua casa.


Antonio Palácio de Oliveira - O garçom que serviu Celso Daniel na noite do crime pouco antes do sequestro. Em fevereiro de 2003.


Paulo Henrique Brito - Testemunhou a morte do garçom. Levou um tiro, 20 dias depois.

Iran Moraes Redua - O agente funerário que reconheceu o corpo do prefeito jogado na estrada e que chamou a polícia em Juquitiba, morreu com dois tiros em novembro de 2004.


Carlos Delmonte Printes - Legista que atestou marcas de tortura no cadáver de Celso Daniel, foi encontrado morto em seu escritório em São Paulo, em 12 de outubro de 2005.


Lula e Zé Dirceu


Sociólogo e editor, Cesar Benjamim foi militante do PT entre 1980 e 1995. Deixou o partido quando percebeu que a corrupção fazia parte do DNA da legenda. No último ano de partido, ele participou de um encontro da legenda, em Guarapari, no Espírito Santo, e subiu à tribuna para criticar as perdas de referência do partido.


Zé Dirceu não teria gostado. "Pelo tom da minha fala, Dirceu achou que eu trataria do esquema de corrupção nesse município, que ele e Lula comandavam e que resultaria depois no assassinato de Celso Daniel", comentou o sociólogo em texto divulgado pela Veja.


Tanto Lula quanto Zé Dirceu estão presos, envolvidos com esquemas de corrupção que destruíram o Brasil nos últimos anos.

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